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#17 (e possível poema)

por fernandodinis, em 22.10.14

DSC_7020.jpg

 © Fernando Dinis - All rights reserved

 

Assistimos serenos ao fogo derradeiro.
Das margens da noite partem as cinzas
dos amigos que ficaram para morrer.
Todos eles adiantados, vão efabulados pela
mensagem do poema. O mundo é prenhe
de ti, da forma inequívoca como sentencias
a luz, as manhãs das aves sonoras e cunhas
os nomes em negrito sobranceiro. Da pedra fria
ressalta o fogo como uma voz que acorda.
A voz bruta de quem da margem da noite
decide sereno todos os que partem.
O lugar diáfano dos que morrem
são os poemas que incendiamos na boca.

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publicado às 15:27



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