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Marilyn Monroe a Ler

por fernandodinis, em 31.10.14

O assunto é mais que batido. Mas juntar beleza com livros é, para mim, uma mistura explosiva. Dá vontade de pegar na câmara e desafiar muitas pessoas para fazer um projecto assim. Ai dá dá.

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Marilyn Monroe reading by Ed Feingersh, March 1955

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Marilyn Monroe, 1954, by Eve Arnold (reading serie

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publicado às 15:26

Lista de Compras #4

por fernandodinis, em 31.10.14

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publicado às 11:02

#24

por fernandodinis, em 31.10.14

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publicado às 10:53

#23

por fernandodinis, em 30.10.14

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publicado às 08:56

Bandas Sonoras #8

por fernandodinis, em 30.10.14

Há dois dias que acordo com esta música na cabeça.

Lo-Fang - Light Year

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publicado às 08:42

Apontamentos #10

por fernandodinis, em 29.10.14

adormeceram finalmente, começa a minha noite num copo de vinho com rolha puxada a algum custo, não os acordar, a mais nova insegura, a pedir outra história na tentativa de prolongar, ralhei-lhe por algo sem importância, sentiu-se, doi mais a mim, se ela soubesse, quis fazer-me forte, impor regras, e este vinho ainda tão fechado

- Acabaram-se as histórias por hoje

e agora sozinha, descalça de copo na mão, a janela da sala entreaberta para que o fumo do cigarro uma serpente etérea a procurar a noite, ele não ligou, quase não fala com os miúdos, é isto que me aguarda, dias a fio, a responsabilidade, os minutos contados, as reuniões com o professor, o olhar do professor mais que professor

- Não deve ser fácil, mas vejo-a como excelente mãe

que sabe ele, ambos, o professor, o pai que não liga, a história deixada para amanhã, sou uma mulher que cresceu à bruta, ainda ontem aulas de ballet, não apenas um copo de vinho no silêncio da sala, e o corpo ao espelho a dizer-te rapariga

- Vejo-a como excelente mãe

o porco, ele que me visse sete anos atrás e dava-lhe o badagaio, fazia-lhe a cabeça à roda, a minha pela imaculada, leitosa, sem as marcas do tempo a correr, os músculos das pernas firmes a subir às pontas das sapatilhas, os calcanhares bem levantados, aí sim, mas nós nunca felizes, o que vem a seguir?

- Filha, que te cases muito

e poderia eu casar-me mais do que isto, duas crianças tão rápidas, o amor que lhes tenho, o que deixei de ser para passar a ser

- Excelente mãe

e os olhos do professor a escorregarem-se-me para o peito como mãos a pegar, suadas, eu a fingir-me sonsa, adoptando a expressão das aulas de ballet quando em frente ao espelho em pontas, nada me demove, mesmo que este ar de boneca

- Casa-te bem filha, quem te cuidará

ele não telefona, e eu a cuidar da mãe e de dois filhos e de repente isto é demasiado para um simples copo de vinho, um cigarro fumado à pressa, nenhum deles desconfia que eu fume, por isso este não descanso, como se sempre vigiada, o espelho, a barra, as fitas da sapatilha a ganharem folga, os olhos do professor a comerem e eu um tanto esquecida

- Sim, mamã, é claro que me caso

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publicado às 11:54

#22

por fernandodinis, em 29.10.14

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publicado às 09:18

Bandas Sonoras #7

por fernandodinis, em 29.10.14

Jay Jay Johanson - She Doesn't Live Here Anymore

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publicado às 09:15

Apontamentos #9

por fernandodinis, em 28.10.14

a dança das árvores perenes, ou talvez a teimosia das folhas nos invernos, que lição ano após ano que não atentamos, como atentar se os olhos sempre no chão, ou então no vazio de quem nada vê, o embuste dos olhos abertos

portanto nem sempre as ruas cinzentas, o verde acena-nos mas logo de seguida um céu carregado, e aí nada a fazer, é um peso imenso céus destes, onde os inventam, que nos curvam, nos moem e adiantam na idade

- Já em casa? Caíste da bicicleta outra vez?

eu a fingir-me desentendido, e à primeira oportunidade algodão molhado de água oxigenada, e a ferida a ferver, os olhos fechados, não os outros, estes mesmo cerrados de dor, que cacetada, se fosse apenas esta parte interna do joelho e não houvesse uma porta metida para dentro num dos carros da rua

- Diz lá o que se passou

e eu a ver televisão como se de repente a televisão a minha liberdade

- Arrumo-te a bicicleta de vez

como explicar a dança das árvores perenes, ou as folhas molhadas a olearem as calçadas, é domingo de manhã e eu na missa acólito, genuflexão ao ritmo do padre, que lavava as mãos minutos infinitos antes da cerimónia, lembro-me bem demais, o sabonete dançando entre as palmas das mãos e uma espuma já branquíssima a resultar de nenhum sujo, mas ainda assim, é o corpo do senhor

- É o corpo do senhor que as minhas mãos tocam

o que dizer dessas mãos que tanta lavagem precisam, ou somente uma paranoia dele, e eu aqui com coisas, deixa-me mãe, arde-me o joelho, não me ajeitei com o penso à pressa, e agora a ferida na ganga das calças, a televisão a não ajudar

- Está decidido, acabou-se a bicicleta

quando ainda hora antes o meu joelho direito no altar, sincronizado com o do prior, senhor prior, tocando a alcatifa vermelha, curioso como também o carro vermelho, uma porta amolgada, terá sido a quina do passeio, o pneu ressequido numa folha das árvores perenes

- São memórias que escorregam, mãe

e a minha mãe

- Ainda és novo para essas coisas

e lá se decidia a não trancar de vez a bicicleta, eu que aprendesse a pulso o que são os domingos de manhã, altas velocidades, os sinos, a alcatifa vermelha, o sabonete a rodar numa espuma densa, o iodo, a água oxigenada a fazer-me não respirar de dor, a ferver na ferida, e um penso desajeitado, que poucos minutos durou no sítio

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publicado às 11:16

#21

por fernandodinis, em 28.10.14

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publicado às 10:02

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