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Artur Poeira #4

por fernandodinis, em 28.04.15

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publicado às 18:06

Banda Sonora #22

por fernandodinis, em 27.04.15

Fernando Dinis - Mediterrâneo - 'Arquivo' - 2015

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publicado às 11:36

Banda Sonora #21

por fernandodinis, em 26.04.15

Fernando Dinis - Music Box - Albúm 'Arquivo' - 2015

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publicado às 15:15

Banda Sonora #20

por fernandodinis, em 25.04.15

Fernando Dinis - Almas Perfumadas II - 2015

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publicado às 21:53

Fico Até Tarde Neste Mundo #9

por fernandodinis, em 23.04.15

Tanta teimosia em julgar-me ausente se da boca não existirem palavras, encontro-as em fotografias, negativos, fitas gravadas com vários instrumentos; porquê também a teimosia de nunca ser apenas um instrumento, visto ser apenas uma boca e logo uma única voz para uma possível palavra?

Quase sempre é escolher o lado mais escuro e caminhar nele à espera de luz. A luz das cinco da tarde coando-se pelas cortinas, oblíqua, reflectindo-se em sépia pelos objectos. Tantas vezes a mesma frase de forma diferente, como que a mesma terra com ferramentas diversas. A mesma boca enovelando silêncios, apenas olhos enormes a sussurrar carícias. E os mesmos objectos nos devidos lugares, mas tudo a aparentar um caos, o alvoroço das coisas perdidas. Tudo ganha maior proporção. A distância, a ausência, o esquecimento.

O vento levanta grãos de areia. Talvez seja dezembro na memória, e eu de cabelos compridos a caminhar em praias. Tenho um retrato assim. A cabeça e ombros a emergirem de uma duna, quase uma fotomontagem à primeira vista. Mas vários grãos; os de areia, os da película fotográfica, e nesse ruído afinal um som, mesmo que longínquo, e se ainda assim um som, poderá ser também uma palavra, logo uma boca. E afinal o silêncio é somente a respiração de um instrumento para se escutar outro.

Perguntas-te a que caminhos te levou a insana procura de ti mesmo senão a uma caixa de dimensões cada vez mais reduzidas onde te custa respirar. E pouco tens a contar-te, algo que te revele, uma clarividência capaz de trazer de volta todo o esforço. Descobres «eu sou isto» e fica o desapontamento da criança que desembrulha o brinquedo errado. E tomas pulso aos anos em que caíste no engano de te pensares maior. Quase sempre em horas vagas este sabor, este frio permanente, um desconforto de outono. Nas estradas vazias que conheces de cor, estala esta incómoda ideia, e já não é apenas uma caixa imaginária onde guardas um eu inventado: é todo o teu corpo trepando e crescendo pelos muros, sombra diluindo-se ao quádruplo se alguém troca a iluminação. Eis tu com vários tamanhos. O tempo fragmentado em supostas clivagens. Por vezes tudo desce sobre mim como violentos temporais. Tudo ainda dentro da caixa, e a desconfiança de essa caixa não ter um fundo onde possas sibilar em cansaço «chegou ao fim». Velas, incensos, óleos, suor, energias a fluírem plácidas. As tuas mãos cientes de visão própria e tudo o resto a desmoronar-se pelo caminho das estradas decoradas. És um muro em forma de caixa sem fundo. És uma roseira que enleia as redes ferrugentas de um terreno fabril, uma primavera ácida pelas primeiras azedas, ribeiros que ainda gritam pelas últimas chuvas. E o teu corpo prostrado. Perguntam-te «sente dores», e tu ainda na incógnita de te abrirem, para logo te fecharem com dezasseis agrafos. E as mesmas mãos ousam moverem-se pelas falanges. «Estou aqui, ainda», concluís. E muitas vezes repetes o processo da dor física para te fingires apto em tudo o resto. Hoje pouco revelas dessa cicatriz, não fosse um certo lacrimejar de olhos a denunciar-te, um ribeiro barulhento das últimas chuvas a desaguar num poço sem fundo.

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publicado às 11:43

Dia Mundial do Livro

por fernandodinis, em 23.04.15

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Fonte: Wook

 

Sinopse
Um homem - Artur Poeira, nome já em si premonitório - é esquecido pelo próprio destino.
Os "esquecidos", são, mais tarde ou mais cedo, conduzidos à Casa do Esquecimento pelo seu Destino personificado.
O que acontecerá quando um "esquecido" tem oportunidade de se tornar, ele próprio, o Destino de muitas outras pessoas?
É essa incógnita, que este romance absolutamente invulgar, nos desvenda, numa narrativa estranha e cheia de suspense, a que não são estranhas as influências de Kafka e Murakami.
 
Críticas de imprensa
«Vencedor do Prémio Fnac/Teorema 2008, este livro proporciona uma leitura ritmada, com a dose certa de mistério e ansiedade, resumida num imenso ponto de interrogação. Fernando Dinis, autor de poesia, envereda assim a passos largos pela ficção.» In Os Meus Livros

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publicado às 09:21

Artur Poeira #3

por fernandodinis, em 21.04.15

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publicado às 10:00

Bandas Sonoras #19

por fernandodinis, em 20.04.15

Sebastien Tellier - La Ritournelle

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publicado às 19:00

Fico Até Tarde Neste Mundo #8

por fernandodinis, em 20.04.15

Entende. A evolução dos corpos ocorre na noite. Não apenas a dormir, antes quando a audácia os leva a novos territórios, a progredir na escalada da própria assunção. Nem sempre o conseguem. São várias mãos a sair dos olhos, presas à básica essência de tocar. Uma mão nas costas; uma mão na nuca; uma mão na mão. Não um jogo de dados lançados num acaso de sorte, ou ainda, uma porventura teimosia em castigarmos o nosso querer. Entende. Nós somos os dados, e nunca as mãos. Nós somos a vitória ou a derrota e nunca o acto de jogar. Mas encenamos a permanente esperança de sucesso. O número certo. A aposta exacta. E quando diante de nós alguém nos lança os dados; se envia a si mesmo ao outro através do gesto, a noite atinge um novo patamar. É quando já nada podemos fazer.

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publicado às 16:13

Artur Poeira #2

por fernandodinis, em 20.04.15

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publicado às 12:04

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