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#87

por fernandodinis, em 21.06.15

DSC_0822_baixa.jpg© Fernando Dinis - All rights reserved

 

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publicado às 22:38

Fazemos isto a Meias?

por fernandodinis, em 19.06.15

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Já ouviram falar da notícia de um senhor alemão que se divorciou da mulher e deu-lhe metade de todos os seus bens? Literalmente metade? As fotos falam por si. Não sei o que aconteceu a este casamento para terminar de uma forma destas, mas receio bem que o senhor era exímio em procrastinar. Pior do que deixar tudo para depois, era começar qualquer coisa e nunca acabá-la. Ficava sempre pela metade. Atenção que isto sou eu a pensar. Não estou a fazer qualquer acusação nem quero que ele se zangue, até porque, se este texto lhe chegar, só lerá metade do post. (deixo o pior para o fim).

Vejamos. Tudo parece ter começado no dia do casamento, em que teve o desplante de comparecer apenas com uma única aliança. A sua. A outra foi comprada em lua-de-mel, na Baviera, muito à pressa, porque os supostos 15 dias passaram a uma semana, e logo regressaram a casa. Metade da casa, visto terem ido viver com os pais dele, aliás só com a mãe, porque o pai desapareceu há uns tempos e apenas deixou um meio-irmão. Obviamente.

Filhos nem pensar. Pernas para um lado, biberão para o outro, a fralda nunca se seguraria. Desistiram imediatamente da ideia. Os problemas adensavam-se. O sexo ainda segurava o casamento, escaldante a início, mas sempre a ser interrompido, o coito nunca se consumava. Uma tarde ele sentiu metade de um orgasmo, mas foi tão curto que nem chegou a ser ejaculação precoce. Foi apenas um estremecimento. Chegou a casa e perguntou à mulher:

- Sentiste?

- Senti o quê? – perguntou ela atónita.

Ele em vez de acabar a conversa, virou costas despeitado pela falta de sintonia e começou a tratar do divórcio. Arranjou o número de um advogado e deu a Laura, agora sua ex-mulher. Tinha cumprido o seu papel. Agora ela que ligasse e que tratasse do resto.

O senhor fez bem as coisas. Ele não é nenhum tonto. Vejam com que parte do Corsa ficou para ele? A do motor, claro está! Aquilo é motor Isuzu de 1995; vendido às peças, ou mesmo que metade delas, ainda dá uns trocos valentes. Deixou a bagageira para a mulher! Esperto; um triângulo e uma chave de porcas não valem nada!

Ficou com o telefone, mas com a metade que tem a ligação à rede. Com jeito ainda se liga para o 112. O computador ficou com a parte da memória e da placa gráfica. Até da cama escolheu a metade que ficou encostada à parede. O gajo de lado ainda faz umas sonecas sem cair. O homem pensou em tudo.

O mais engraçado é que estas metades estão à venda no Ebay. Eu se fosse a ex-mulher dele, a Laura, ou Lau, como ele a tratava, comprava-lhe tudo e voltava a colar, só para chateá-lo! Mas desconfio que ele não compareceria no momento da venda. Teria certamente metade de qualquer coisa para fazer, nos cinquenta por cento que detém de uma empresa com o seu meu-irmão. Uma empresa de serras eléctricas.

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publicado às 17:46

Programa para Sábado

por fernandodinis, em 18.06.15

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É já no próximo Sábado, dia 20 de Junho, às 21:30, a estreia de Armazém 33. Acontece no Centro Cultural de Carnide. Ainda há bilhetes disponíveis para esta peça hilariante com actores estupendos. E não estou a falar por falar. Já tive oportunidade de ver outra peça deles que superou todas as expectativas. Esta torna-se ainda mais especial, porque tive a honra de ser convidado a participar com a minha música. Por isso, esta peça tem também um bocadinho de mim.

A minha música já foi usada para vídeos, para documentários televisivos, para publicidades institucionais. Mas há uma magia única quando a ouço em teatro.

Aos que estão perto e sem programa para a noite de Sábado, aconselho vivamente, com garantias de não ficarem defraudados. Deixo o cartaz e uma foto para divulgação.

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© Fernando Dinis - All rights reserved

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publicado às 16:39

Romantismo no Casamento

por fernandodinis, em 16.06.15

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Acordo com o bater de porta dela, a sair para o trabalho. É possível que já tenha vindo aqui à cama dar-me um beijo perfumado, dizer-me uma ou duas coisas que nunca ouço e às quais eu respondo com estremunhados monossílabos. Como já entendeu que não adianta nesta fase de pré-despertar dar grandes informações, hoje resolveu deixar-me um bilhete na cozinha.

Ainda ensonado, a primeira coisa que vejo é um coração, e logo um sorriso tontinho me invade a carantonha ramelosa! Um bilhete de Amor! Uma Carta de Amor! Uma cena-tipo-Ofélia-Fernando-Pessoa-lamechas-mas-que-sabe-bem-e-a-gente-coiso.

Mas não! Um especialista em grafologia diria em dois segundos que há muita ironia aqui contida. Sim, meus amigos, homens; as mulheres têm subtilezas olímpicas, saberes ancestrais de nos conduzir por caminhos inauditos, as mulheres são um perigo!

Este “Podes levar o lixo?” (que neste caso é o reciclado), significa na verdade: “Podes levar o lixo que ONTEM TE ESQUECESTE DE LEVAR?”

O “obrigada” que se lê a seguir atesta a boa educação da minha mulher, mesmo num bilhete matinal. Mas este “obrigada” deverá ler-se por “ESTÁS OBRIGADO A NÃO ESQUECER-TE DE LEVAR O LIXO, UMA VEZ MAIS, QUE SOU SEMPRE EU A LEVÁ-LO!!” Aqui reforcei o ponto de exclamação que ela própria colocou.

E depois, como um grande golpe final de Xena a Princesa Guerreira, um “Love U” ornamentado com um coração de linhas repetidas, um coração desenhado com tantos segundos sentidos que quase parece ter sido riscado com raiva! Este “Love U” só pode então significar “Ok, vá, eu amo-te de verdade, mas tens de ajudar, que isto assim não tem piada!”

Amigos, homens, companheiros de luta, estejam atentos. O romantismo no casamento é um bonsai a tratar. Quando pensamos que gostam de flores, de jantares sofisticados, de festas surpresa, de um presente sem data importante, estamos redondamente enganados. São nestas pequenas coisas que reside o segredo para a longevidade de uma relação, de amizade, partilha, comunhão, paixão, confidência, etc, etc…ámen.

Eu recebi o aviso e fiz questão de lhe retribuir um bilhete, só assim para apimentar as coisas. Que uma relação sem sobressaltos é também um enjoo.

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publicado às 11:28

#86

por fernandodinis, em 12.06.15

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publicado às 18:24

Seremos a nova Praga?

por fernandodinis, em 02.06.15

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 © Fernando Dinis - All rights reserved

 

Que Lisboa está na moda já o sabíamos, e as distinções que a capital tem vindo a receber comprovam-no. Como fotógrafo, há três anos que percorro a zona do Chiado a fazer Street Photography, e confirmo-o na primeira pessoa. Mas segundo a notícia do Público, há quem se sinta apreensivo com esta inundação de turistas.

Há dez ou doze anos, Praga, capital da República Checa teve igualmente um pico de turismo. Na altura comprava todas as revistas de viagens, e não existia um número cuja referência não lhe fosse feita. Em 2006 visitei finalmente a Ponte Carlos. Eu e milhares de pessoas.

Para não nos perdermos do grupo, possuíamos um aparelho de transmissão ligado a uns auscultadores. A ideia seria ouvir o que a nossa guia partilhava sobre a cidade, mas muitas foram as vezes que serviu para que não nos perdêssemos ou para voltar a agrupar-nos na esquina mais próxima. O hotel, apesar das prometidas 4 estrelas, parecia um arranha-céus de escritórios, cujo lobby se tornava intransitável, barulhento e infiel à viagem de descanso, glamour e cultura prometidos. Na rua, havia que ter atenção às 3 diferentes companhias de táxis (desconheço se ainda se mantêm), bem como às pululantes lojas de câmbio onde se fazia quase sempre mau negócio (na altura ainda não utilizavam o Euro).

O que hoje recordo dos locais de Praga é uma latente antipatia, falta de paciência para com os turistas e confusão generalizada, levando-me a pensar que não estariam preparados para uma escalada desenfreada de turismo. Comparar o povo de um país frio com os lisboetas pode não ser justo e levar-nos para fora da realidade. Mas receio que nos tornemos realmente um pouco amargos com quem nos visita. O que seria uma pena, quando levámos anos e anos a lamentar o contrário.

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publicado às 13:10


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