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Apontamentos #17

por fernandodinis, em 23.10.15

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 © Fernando Dinis - All rights reserved

 

Acontece finalmente debruçar-me sobre obra de Rui Nunes. Entendo agora a vibração de Al Berto na sua prosa errática, desviante; na aleatória escolha de vozes de um narrador de António Lobo Antunes. Parece estar lá a semente do tanto que se tem escrito bem em português. Assim como anteriormente nos escrevera Ruben A. e Nuno Bragança. Em Rui Nunes, sente-se a maturação, o afinar da polifonia ensurdecedora dos anos 70, para a resignação dos tempos presentes, envoltos num desencanto, numa soturna tentativa de voo, mas já sem a fulgurante força de outrora, compensados por uma visão assertiva de uma realidade, ainda que poética, demasiado crua. Mas hoje ao lê-lo, pressinto o incêndio dos meus anos 90, das viagens pela costa até Vila Nova de Milfontes, pelas noites dormidas em carros junto à praia, pelas vivendas de Santa Cruz e Galamares onde sempre cabíamos dez ou vinte pessoas, era igual. E a música que involuntariamente procuro desses tempos, onde encontro os primeiros discos dos The Divine Comedy, Portishead ou David Byrne. Leio embrenhado as minhas memórias através das turvas memórias de Rui Nunes, agitadas águas lamacentas, os pés nús a restolhar na salsugem, e muitas fotografias, como clarões projectados, a viajarem-me no peito.

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publicado às 11:11

Imaginário Colectivo

por fernandodinis, em 19.10.15

Que bela rentrée.

 

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publicado às 10:33

Fico Até Tarde Neste Mundo #11

por fernandodinis, em 09.10.15

Por vezes o corpo quebra-se como um talo seco, um dia chega e recusa-se, um motor que pára. Entrega-se ao abandono silencioso das luminárias após a festa, um jardim desaprendido das estações por mão que lhe atente. E nesse corpo rebate-se a melancólica fragilidade do ser, o momento indeciso entre tentar curar ou deixá-lo caído. Como está. Aberto às sombras que lhe sentenciem o esquecimento.

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publicado às 10:27


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