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#4

por fernandodinis, em 26.03.15

Há um ofício oculto nestas mãos

utensílios invisíveis, saberes milenares,

ou talvez apenas a indefinida imensidão

do desconhecido. Algo do não explicável

que as guia, constelações, fés, mitos, ou

apenas a urgência da certeza do gesto.

Um acreditar na existência, para lá

do que se envelhece, estação a estação.

Pressentimos a habilidade pela dança no negrume,

tão sábias perante o vazio.

Imagine-se que modelem poemas, aproximações, desencantos.

Acenam ao lúgubre quanto cumprimentam a luz,

acção do pensamento ainda por vir.

Que lhes resta senão vida própria

semente, raiz, ocupação do espaço?

Se acenam existem, se quietas agridem.

Que ferramentas além dos dedos, um a um,

concertados ao que é tocável, em desordem

na vastidão do éter.

O que atingem nos estalos durante o sono?

Um córtex para cada falangeta, se as unhas da matéria

do cabelo; ora desirmanadas, ora resina densa

do que é intemporal e inominável.

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publicado às 14:18


2 comentários

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De Vasco a 26.03.2015 às 21:51

Bravo, como sempre!
Grande Fernando.
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De fernandodinis a 26.03.2015 às 21:55

Obrigado Paulo. Um abraço!

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