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#7

por fernandodinis, em 09.04.15

E parece que a terra se fecha num anunciado estertor,

ficando o silêncio das coisas mortas, odor a ferro

molhado, a luz diminuta, os corpos salgados pelas ondas.

E que desse fechar invisível, o cerne da terra ferva

magma, para logo explodir por crateras improváveis

porque há tanto imaginário na génese dos incêndios,

tanto crime perfeito no que será ainda pensamento.

Há um raio que nos desce pelos ossos e nos acidenta

por dentro; o córtex uma claraboia para o céu nebulado

e apenas resta muito pouco movimento, arrastados

pela variável força das marés, tudo de borco,

e pergunto como explicar a alquimia das tempestades

sem pensar na vida e na morte?

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publicado às 13:28


2 comentários

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De Vasco a 11.04.2015 às 00:13

Sim, toda a dinâmica continua mas a questões retóricas permanecem.
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De fernandodinis a 22.04.2015 às 18:14

E não serão as questões retóricas que nos impelem à dinâmica?

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