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Ainda sobre os PALOP na CPLP

por fernandodinis, em 04.01.17

Nos primeiros dias do mês de Janeiro encontramos, um pouco por todo o lado, estudos, resumos, listas, números, referências que ilustram e sintetizam algumas conclusões do ano anterior. Há listas de obituários, dos melhores discos, livros, filmes, do número de vítimas de violência doméstica, números de armas apreendidas, marcas mais vendidas, shares das estações televisivas, enfim, escreveria uma lista tão extensa quanto a extensão das listas existentes.

Uma dessas listas, inócua mas ainda assim sintomática, é a das palavras mais pesquisadas no Priberam. O dicionário digital é cada vez mais utilizado, e ainda bem, e a sua versão app para smartphones possibilita mesmo uma consulta imediata, sempre que surge uma palavra nova ou de sentido rebuscado que queiramos clarificar.

Nesta notícia encontramos a lista das palavras mais procuradas, não só em Portugal mas também nos países pertencentes à CPLP. Achei muito curioso que na Guiné Equatorial, um país onde nunca se falou nem se falará Português, a palavra mais procurada no Priberam tenha sido, precisamente, PALOP. Desconheço os números de literacia dos habitantes da Guiné Equatorial, mas é tão confuso para nós entender a presença desse país na CPLP quanto é para eles próprios serem considerados um PALOP. Ter-lhes-á suscitado tantas dúvidas que foi mesmo a palavra mais pesquisada.

Há coisas que, à primeira vista, parecem forçadas e inexplicáveis e que não transmitem a transparência necessária para que sejam compreendidas. Talvez seja essa a intenção. Um país ditatorial, onde 15% das crianças morrem antes dos 5 anos e 78% das pessoas vive com menos de um dólar por dia, revela problemas humanitários gravíssimos. Poderia ainda falar da vida faustosa do filho do presidente, Teodorin Obiang, qua ainda esta semana não compareceu a tribunal em Paris por corrupção e lavagem de dinheiro, à semelhança dos processos que já enfrentou nos EUA e na Suíça, mas estaria a desviar-me do assunto.

Guiné Equatorial é um PALOP e eles estranham. Assim como nós estranhamos o porquê de fazerem parte da CPLP.

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publicado às 09:29



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