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Os Livros de Fotografia

por fernandodinis, em 24.01.17

 

Gosto de fotografia. Gosto de livros. Gosto de livros de fotografia. Aprende-se muito com eles. Existe sempre uma escolha minuciosa nos trabalhos apresentados e - mais do que em muitas exposições - a obra fica fechada para as temáticas dos autores. Contam-se histórias, percursos, tendências estéticas, registos sociais. A Taschen permite-nos ter bons livros de fotografia com impressões de qualidade mais do que o aceitável, a preços acessíveis. Os livros do Sebastião Salgado são um bom exemplo disso. Tenho o Génesis na mesa central da sala (sim, pertenço a esse grupo de pessoas), e gosto perder-me pelas inúmeras páginas, sempre que a televisão chateia. Saboreio as imagens monocromáticas e fico a imaginar as infindáveis viagens aos mais diversos lugares do mundo, os anos que foram necessários, o esforço empregue, uma dedicação incondicional. Ter nas nossas mãos o produto de um trabalho imenso, é das poucas coisas boas que temos na vida. Gosto de tantos fotógrafos que ficaria na penúria se me decidisse a comprar um livro de cada um deles. Apesar de serem acessíveis, não se trata de uma compra de impulso que possa acontecer como um simples livro de literatura. Por isso, regra geral, deambulo pela Fnac variadas vezes a namorá-los, a ganhar coragem, a lutar comigo próprio e a pensar que "podes perfeitamente viver sem ele". Pois posso, verdade que posso. Mas sou bem mais feliz em tê-lo por perto e folheá-lo sempre que me apetecer.

Depois há os fotógrafos clássicos mais notáveis de sempre, e torna-se difícil de resistir. Falo de Helmult Newton ou Elliot Erwitt. Ou até os contemporâneos Molder, Nozolino, Martin Parr, Testino, entre tantos e tantos outros.

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publicado às 11:54


4 comentários

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De simplesmente avô a 27.01.2017 às 12:25



Também aprecio boas fotografias.

Mas não ao ponto de comprar os livros.

Pena minha...
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De fernandodinis a 27.01.2017 às 12:37

Eu também não compro todos aqueles que queria...
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De Teresa a 01.02.2017 às 10:37

Nem eu. Mas compro alguns. Aqueles que me dizem que pelo preço que custam me vai dar prazer, sem obrigação, de (re)visitar sempre que me apetecer.
Vejo sempre coisas novas, mesma à 10ª visita, e isso faz-me sentir que o dinheiro foi bem empregue.
Ter só por ter. Porque é trendy e "sonoro" é que não. Se fico até tarde neste mundo quero passar o tempo mesmo, e só, com o que e quem gosto.
Por isso também não perco (também) este tipo de experiências:
http://mymodernmet.com/lois-bielefeld-weeknight-dinners/
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De fernandodinis a 01.02.2017 às 11:01

Que maravilha de projecto. Obrigado pela partilha.
Lá está, a fotografia como forma de observação sociológica. Gosto muito desta vertente, e é um colapso de voyeurismo podermos 'entrar' em casa das pessoas de uma forma tão aberta.
Estes projectos são bonitos, muitas vezes, pela dificuldade da sua génese conceptual.

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