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Saber Parar

por fernandodinis, em 27.01.17

 

É cada vez maior o número dos famosos casos de 'burnout', uma designação moderna do esgotamento e consequentes estágios de depressão. Parece que as pessoas só acordaram para este 'acontecimento' quando o padrão se instalou nos gestores de topo e de altos cargos directivos. Como se este problema (doença?) só através deles ganhasse importância, ou pelo menos, uma maior disseminação da sua existência e consequente aceitação social. A palavra Mindfulness não 'magoa' tanto como terapia, meditação ou 'ajuda psicológica'. Mas não são estas questões semânticas que me preocupam. Temos um verdadeiro problema actual. 

Há que saber parar. Grandes empresas mundiais já dispõem de salas dedicadas à meditação. A Google é uma delas, sendo um dos executivos de topo, Chade-Meng Tan, o próprio orientador dessas meditações.

Medito há 8 anos. Experimentei ao longo deste tempo as mais variadas vertentes. Meditações hindus, tibetanas, ayurvédicas, zen, yoguis, activas, xâmanicas, etc... Na verdade, todas elas têm muito em comum e a sua finalidade é a mesma. Não acho que exista necessidade em percorrê-las todas para o mais importante: Meditar. Não é sequer necessário (ao contrário do que muitas pessoas pensam) aderir a esta ou àquela religião. Meditar é respirar, é concentrar a nossa atenção para que não dispersemos, é virarmo-nos para dentro e conhecer melhor a nossa essência. Os resultados são tão visíveis como aqueles para quem decide praticar um desporto. Há estranheza, curiosidade, desenvolvimento e paixão. Exercitar o nosso físico é fundamental, assim como a nossa mente, treinar a nossa concentração e conhecer os nossos limites para que saibamos estar atentos aos sinais internos do nosso corpo. A meditação é também isto.

Pessoalmente, identifico-me com a meditação Zen. Durante os longos minutos de imobilidade, é necessário estarmos totalmente confortáveis. Para quem não conhece, existem estas almofadas, chamadas Zafu, que são óptimas para nos sentarmos no chão, confortavelmente, cruzando as pernas e deixando assentar todo o tronco. Permite as costas direitas, as pernas relaxadas (evitando as dormências musculares), e uma respiração fluída. Para quem precisa 'Saber Parar', é um bom começo. Assim como comprar ténis novos nos dá vontade de correr e treinar, esta almofada pode ser um verdadeiro desbloqueio a esta prática. Ficam algumas sugestões. Cliquem e vejam as características.

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publicado às 12:31


2 comentários

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De Teresa a 01.02.2017 às 10:44

No meu caso foi (é) a religião a dar-me esse mindfullness.
E um exercício - essencial, importante - que faço (quase ) todos dias ao final do dia que se chama O Exame inspirado nos ensinamentos de Santo Inácio de Loiola. Uma dessas almofadas vinha MESMO a calhar. Vou checar... Obrigada pela partilha!
Façam o que fizerem e quiserem mas parem. Parem um bocadinho. Pela vossa saúde e do Planeta
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De fernandodinis a 01.02.2017 às 10:57

Qualquer exercício de meditação, seja com ou sem religião, é benéfico.
Os dias futuros passarão por aí.

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