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Os Livros Reencontrados

por fernandodinis, em 25.11.16

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Como fotógrafo, desenvolvo desde 2015 o projecto The Booklovers, onde tenho tido o privilégio de fotografar alguns dos nossos escritores portugueses. Privilégio porque é sempre uma surpresa descobrir a pessoa que existe para lá do que lemos. O Nuno Costa Santos é uma dessas pessoas, já aqui escrevi sobre o seu último romance. O melhor disto tudo é ver as nossas fotos por aí, nas inúmeras actividades em que os escritores acabam por participar. A Livraria Almedina é um desses exemplos, com os encontros Recordar os Esquecidos, onde se fala sobretudo de romances, bons livros, que inexplicavelmente passam ao lado, ou por qualquer razão não são reconhecidos com o seu devido valor. Recordo que num desses encontros alguém falou do Narciso e Goldmundo, extraordinário romance do Hermann Hesse, há muito esgotado. Li-o há alguns anos e para o ter tive mesmo de o comprar a um alfarrabista. Coincidências ou não, o facto é que o livro voltou às livrarias com uma renovada edição. Deixo as duas recomendações. O encontro é já amanhã, às 18 horas.

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publicado às 10:27

Lista de Compras #3

por fernandodinis, em 20.10.14

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António Lobo Antunes - Caminho Como Uma Casa Em Chamas

 

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publicado às 14:41

Milan Kundera

por fernandodinis, em 15.10.14

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Foto: The Sartorialist 

 

Esta foto do Scott Schuman é perfeita para revelar o início de A Festa da Insignificância, o novo livro de Milan Kundera. Uma rapariga quase banal, cabelo curto, revelando entre uma camisola curta e a cintura das calças o seu umbigo desnudado, precisamente numa das ruas de Paris. Esta fixação pelo umbigo - de um dos personagens de Kundera - surge com a mesma intenção erótica quanto as pernas, o rabo ou seios de uma mulher. Existe também um desencanto permanente pela vida, ou pelas coisas da vida, a de cada um, como se de um dia para o outro todos fossem apanhados por uma depressão. A insignificância poderá ser interpretada como "algo ou nada que já faça sentido ou seja verdadeiramente importante", e a subsequente falta de força anímica em reagir. Mas os chamados Heróis, por Milan Kundera, ainda queimam os últimos cartuxos, mais não seja para que se comprove esta possível permissa. Há ainda dissertações oníricas, que nos remetem a ensaios filosóficos, e ainda a velha questão do sexo dos anjos, ou neste caso, dos seus umbigos. Há quem brinque com a morte, e marque um cocktail com os amigos mais chegados para se despedir da vida, simulando uma doença incurável. Tudo aponta para um desalento e não-seriedade crueis, visto que são reflectidas vidas que afinal nos são próximas e nos cabem nos pés. O desculpador, aquele que pede sempre desculpa por tudo e por nada, o resignado inapto a enfrentar determinados acontecimentos com justiça, é afinal um pouco de todos nós, e aquele que festeja a sua futura morte fictícia não será afinal qualquer uma das nossas festas de aniversário? Milan Kundera não descarta nunca o existencialismo/existencialidade(?), escritos com a ligeireza de quem conta um episódio inócuo.

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publicado às 16:42

Haruki...

por fernandodinis, em 06.10.14

... se não ganhares o Nobel este ano, levas um carolo.

 

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publicado às 17:41


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