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Ainda está tudo por inventar

por fernandodinis, em 20.02.19

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Lincoln no Bardo lembra-nos que a ficção estará sempre viva. Que por mais surreal que seja (a maior parte das vezes, infelizmente) a realidade, nada conseguirá ultrapassar o fascínio pelo que é inventado. O romance é novamente reescrito. As estruturas antigas desaparecem para dar lugar a um sem número de vozes que, embora pareçam aleatórias, vão tecendo uma sólida e bem montada história. As frases ganham odores e cores com uma facilidade que nos cativa e compromete, e o assunto, sendo pesado e à primeira vista indesejado, prende-nos com profundas tiradas de humanidade, sobre quem fomos, o que seremos, o que poderíamos ter sido. Uma avalanche de assédios intelectuais, sempre a colocar o leitor à prova, com novas regras e (até) novos símbolos. À semelhança de Rayuela do Julio Cortazar e Se Numa Noite de Inverno do Italo Calvino, George Saunders estreia-se não com um romance, mas com um livro que mais uma vez nos dá a certeza de que nem tudo está escrito, de que ainda é possível acreditar no impossível e no imprevisível.

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publicado às 21:47


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