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Apontamentos #2

por fernandodinis, em 02.09.14

Recomeçar, arrumar as pontas soltas se por uma me decidisse, ou se uma apenas bastasse para mo lembrar da necessidade de mudança. Mas tantas são que me perco no ponto de partida. Recomeçar como possibilidade de sobrevivência. Qual a distância maior entre este eu e um outro dos que fui, para que nenhuma ponte possibilite passagem ou regresso? Recomeçar portanto pelo fim, soa melhor. Os princípios inundados de pretensões, ou não o seriam. Os finais pouco têm a perder que não seja o derradeiro ponto final. Apesar de toda a história precedente, os finais pouco carregam consigo. Sim, talvez seja mais lógico começar daí. Não mais fácil, mas certamente mais lógico. Porque se espera que o lógico seja simples de entender. Para pontas soltas regressaríamos ao início, quando o desejo é a total clivagem de margens invisíveis uma da outra, onde nenhuma ponte, por mais extensa que seja, as possa ligar.

Terei afinal tanto espaço dentro de mim?

publicado às 15:25


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